sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O NOVO GRITO

 
APRESENTAÇÃO
 
Quando em 1893 o Norueguês Edvard Munch pintou O GRITO, talvez não imaginava que sua herança de angustia reverberasse tão longe e tão intensamente na arte moderna e contemporânea a nível internacional. Sua pintura que sempre recusou ser consumida com facilidade, devido á sua forte carga de sofrimento e dor, representa uma iconografia mórbida e plena de significado em compatibilidade com sua vida repleta de dissabores pessoais; ele soube como poucos transmitir para sua obra sua visão de mundo flagelado onde o medo e a solidão existencialista plasmasse uma das obras mais instigantes da historia da Arte antecipando em alguns anos o expressionismo . O NOVO GRITO proposto pela Associação Goiana de Artes Visuais –AGAV, quer reunir os seus associados em torno da obra internacional de Edvard Munch, onde partindo de sua obra mais famosa O GRITO, vamos desenvolver um trabalho coletivo daquilo que denominaremos O NOVO GRITO; Trata se de uma manifestação tautológica, uma reflexão da arte por ela mesma em happenings públicos que envolverá pintura, desenho, e escultura.

OBJETIVO

A Associação Goiana de Artes Visuais – AGAV, entidade civil sem fins lucrativos - com a presente proposta tem o objetivo de colaborar com o desenvolvimento cultural do Estado de Goiás, lançando o projeto de desenvolver arte entre os seus Associados denominado O NOVO GRITO. O nosso objetivo é uma maior inteiração e o fortalecimento da união entre o grupo associado desde 2009, e que através de happenings em um atelier comum a todos devemos falar sobre a historia da Arte, vamos fotografar, pintar, desenhar e esculpir inspirado no quadro O GRITO do Artista da Noruega Edvard Munch.
Reunindo o contingente da AGAV duas vezes ao mês durante 04 meses na Vila Cultural Cora Coralina, Ru3- Setor Central, Goiânia- GO \ Tel. (62) 3201 8170, em formação de um grande atelier coletivo, o grupo de artistas associados com o objetivo de manter e fortalecer nossa sociedade de demiurgos, fortalecendo nossos laços e objetivos culturais promovendo estudos coletivos sobre a história da arte, a pintura, o desenho e a escultura, onde a curadoria da AGAV poderá selecionar 15 alunos de instituições Educacionais, que se mostrar aptidões ou vocações para a arte, para estar desenvolvendo suas habilidades artística junto ao grupo, em uma espécie de “bolsa artística ”destinada a 15 alunos acima de 18 anos .

No 5° mês consecutivo realizaremos uma grande exposição sobre o resultado do happening coletivo de O NOVO GRITO, com a publicação de um catálogo onde estará impresso as imagens do desenvolvimento em grupo desde o inicio ate o resultado final descrevendo suas etapas e suas evoluções ate o o produto final.

PROPOSTA
A proposta é unir ainda mais o grupo da Associação Goiana de Artes Visuais - AGAV, que nos seus 06 anos de existência desde sua fundação em 2009 tem se fortalecido sempre com suas exposições, palestras e workshops pelo nosso estado e ate no exterior , mas, entendemos que iniciativa coletiva como esta deve contribuir ainda mais para fortalecer o proposito sociológico do próprio grupo dando manutenção positiva de ordem comportamental, restaurando e tonificando nosso objetivo de continuar contribuindo de maneira decisiva no amalgama Cultural de nosso estado. 
No momento em que há uma marcha a despertar no país para uma civilidade e uma busca social de deslindamento sócio\politico\cultural, o NOVO GRITO pode ser traduzido como uma metáfora visual dessa busca do individuo no contexto, ou no cadinho cultural desta fica nação Brasileira.

REGULAMENTO

01- DA PARTICIPAÇÃO

1.1. Para participar do ATELIER COLETIVO, na realização do Happening O NOVO GRITO, o artista tem de ser membro efetivo da AGAV desde 2014, estar em dias com suas prerrogativas pertinentes à AGAV-Associação Goiana de Artes Visuais , tais como: Obrigações pecuniárias em ordem, assiduidades de presenças nas convocações , e em acordo com o estatuto que rege a constituição interna da Instituição
1.2. Respeitar os horários de funcionamento da instituição Vila Cultural Cora Coralina , zelando e conservando o ambiente local, colaborar para a harmonia, o respeito e a privacidade do colega artista.
1.3. O Atelier compartilhado para O NOVO GRITO deverá ser utilizado exclusivamente pelos artistas inscritos no projeto , no entanto sendo admitidas a presença de pessoas que não estejam envolvidas na produção e realização do evento artístico, estas como visitantes.
1.4. Nas dependências do atelier coletivo não poderá ser manipulados materiais que envolvam riscos á saúde e a segurança dos participantes tais como Sprays, ácidos, maçaricos etc. e os solventes e tintas devem ser inodoros e atóxicos.
1.5. Caberá ao artista providenciar sua logística própria tais como alimentação, transporte e todo acessório indispensável á realização da sua obra, exceto o material necessário para realização do trabalho tais como tintas, telas, pincéis, papeis, argilas etc. que será fornecido pelo FUNDO DE ARTE E CULTURA DE GOIÁS. 
1.6. O artista será responsável pela limpeza e conservação de seu espaço no atelier coletivo.
1.7. Não será permitida a presença de fumantes no local de trabalho.
1.8. O não cumprimento destas normas supracitadas implicará na impossibilidade de permanência do participante no atelier e o infringente será desclassificado do evento.


02- DA PARTICIPAÇÃO DO NEOFITO
2.1. Será selecionado 15 jovens acima de 18 anos que se inscreverem no site eletrônico www.agav.com.br, no período de 1° á 22 de fevereiro de 2016, preencher a ficha de inscrição que será disponibilizada, e este interessado(a) deve anexar 03 fotografias de trabalhos artísticos de sua autoria para analises de suas habilidades artísticas pela comissão de curadoria da AGAV, constituída por duas pessoas de notórios conhecimentos na área artística. 
2.2. Havendo mais de 15 inscrições, os aspirantes às vagas no O NOVO GRITO serão selecionados por testes de aptidões artísticas pela equipe de Curadoria da AGAV em um dia, local e horário marcado com um mínimo de 15 dias de antecedência dos testes .
2.3. Aos 15 aspirantes a artista selecionados para participarem juntamente com o grupo de artistas da AGAV no Happening O NOVO GRITO, terão os mesmos direitos e deveres descritos no item 1.2. ate o 1.8. do quesito PARTICIPAÇÂO deste edital.

03- DA EXPOSIÇÃO
O ultimo ato do Happening O NOVO GRITO se dará com uma Exposição de do máximo 03 trabalhos de cada um do grupo pertencente à AGAV,( devendo a esse critério de quantidade de trabalhos a serem expostos, ser definido de acordo com a capacidade de espaço expositivo do local onde acontecerá a exposição, e neste caso, na impossibilidade de cada um poder expor os 03 trabalhos , diminui a quantidade a serem expostos para todo o grupo de forma igualitária), e os 05 melhores Calouros inscritos através da internet terão como premio o direito de participar na exposição, e neste caso com um trabalho de cada um. 

04- PREMIO ESTIMULO
Os 03 melhores trabalhos ( estes ,escolhidos pelos visitantes da exposição que votarão no trabalho que mais o agradou) receberão prêmios no valor simbólico de 1.000 (um mil) reais cada, como estimulo ao seu trabalho no Finissagem da mostra; os demais receberão diplomas de participação, terão seus trabalhos impressos num vistoso catálogo comum a todos os participantes.

05- DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
- Este projeto de MANUTENÇÂO DE GRUPO, tem o poder de aproximar, reforçar e adensar percepções e relacionamentos importantes para o futuro da AGAV e consequentemente tonificar bases importantes para a cultura no Estado de Goiás. 
-Para uma maior inteiração com a historia da Arte e uma introdução ao tema proposto O NOVO GRITO, no primeiro encontro do grupo, faremos um estudo coletivo, um laboratório com imagens e texto contextuando a obra que simboliza a gênese embrionária de nossa ideia: A obra O GRITO do Artista Norueguês Edvard Munch, bem como sua influencia no que viria a ser o expressionismo que eclodiria no inicio do século passado e suas influencias na arte atual.
-No total teremos 08 encontros sempre aos finais de semana durante 04 meses em que no dia 12 de março de 2016 das 15 as 18 horas , faremos a primeira reunião introdutória com um Workshop Vila Cultural Cora Coralina, Ru3- Setor Central, Goiânia- GO, sobre a reação do trabalho de Munch e o Expressionismo na arte da contemporaneidade.
Nos 07 outros encontro que se seguirão os artistas e os 15 estudantes selecionados, se dividirão entre sábados e domingos( para não sobrecarregar o espaço da Vila Cultural Cora Coralina) para realizarem os seus trabalhos e terão 06:30 m (das 08:30 às 15:00 h) disponíveis para o usufruto do espaço daquele atelier com intervalo de 02 horas para almoço. 
A quantidade de artistas que se dividirão entre os sábados e os domingos serão sorteadas de maneira que possam preencher de forma igualitária o contingente de pessoa para os dois dias de cada final de semana.

06 - DA EXPOSIÇÃO
7.1. A exposição dos trabalhos realizados durante o Happening O NOVO GRITO deve der realizada no período de 16 de agosto á 16 de Setembro de 2016 na Vila Cultural Cora Coralina.
7.2. A exposição será composta unicamente de trabalhos realizado durante os encontros de NOVO GRITO na Vila Cultural Cora Coralina.

07 – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
7.1. A reprodução parcial ou integral das imagens das obras produzidas durante o Happening não poderão ser divulgadas em nenhum meio de comunicação de massa sem a autorização previa da coordenação do O NOVO GRITO sob pena do impedimento do artista em participar da exposição final das obras.
7.2. Com autorização prévia da Coordenação de O NOVO GRITO poderá ser feita, divulgada e comercializada pela AGAV-Associação Goiana de Artes Visuais como marketing em todo tipo de mídia falada, escrita e televisiva, na produção de CD-ROM e veiculação em website, ilustração de camisetas, souvenires e produtos diversos promocionais do O NOVO GRITO. 
7.3. Os casos não previstos, no que tange à realização deste processo de inscrições e realizações , serão resolvidos pela Comissão de coordenação e curadoria de O NOVO GRITO , obedecidas às formas previstas e aplicáveis à matéria.

08 - CRONOGRAMA DOS ENCONTROS
1° Encontro 12 de março de 2016
2° Encontro 26\27 de março de 2016 respectivamente
3° Encontro 09\10 de abril de 2016 respectivamente
4° Encontro 23\24 de abril de 2016 respectivamente
5° Encontro 14\15 de maio de 2016 respectivamente
6° Encontro 21\22 de maio de 2016 respectivamente
7° Encontro 04\05 de junho de 2016 respectivamente
8° Encontro 18\19 de junho de 2016 respectivamente
Exposição dos trabalhos realizados nos encontros de 16 de agosto à 16 de setembro de 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A ARTE PERSISTE ENTRE NÓS


Nonatto Coelho - Atual Presidente da AGAV
Associação Goiana de Artes Visuais
As Artes visuais em Goiás teve um forte impulso no final da década de 70 e durante todos os anos 80 incentivado pela paixão solitária de uma grande dama que amava a Arte:  Falo da saudosa Célia Câmara, proprietária da lendária  Casa Grande Galeria de Arte, que não poupava esforço em fortalecer a sociologia da Arte em nossa região provendo grandes exposições por aqui, tanto de artistas locais bem como nacionais, promovendo um intercambio muito saudável de levar a produção daqui para outras partes do Brasil bem como trazendo o que havia de melhor a nível nacional para Goiânia e também Brasília onde ela mantinha ótimas relações com artistas e com a Arte tanto a nível didático bem como mercadológico;depois dela, nos anos 90 o meio artístico local sofreu alterações com uma intromissão de novos conceitos estéticos e  mercadológicos numa espécie de Globalização inevitável que disseminou entre nós as estéticas vigentes dos países capitalizados ocidentais em todo o mundo,  por aqui também a onda internacionalista chegou impositiva , a despeito de sua ideologia  à deriva e por vezes aventureira se instalando na arte local.

O poder publico no Brasil teve seus avanços em relação a Arte no nosso país desde que comecei minha peripécia no mundo da arte no inicio dos anos 80, em que o incentivo publico era rarefeito e quase sempre voltados para os “grandes nomes” em detrimentos dos novos valores... Hoje  com  o surgimento de leis de mecenatos priorizando incentivos fiscais para pessoas físicas ou jurídicas que queiram apoiar a cultura,  e oportunizando o voluntario  incentivo de eventuais empresas publicas e privadas nas suas decisões em apoiar Artes e espetáculos, tem dinamizado o setor não só da Arte mas também da musica, literatura, Cinema etc. no entanto uma grande parte do setor empresarial de Goiás ainda necessita se conscientizar da importância de ter sua empresa ou sua marca empresarial contribuindo pra o crescimento Cultural do país, e cabe a nós os artistas e promotores de cultura promoverem palestras, seminários ,conferencias etc. de esclarecimento aos setores empresariais  e governamentais  sobre a importância de seus engajamentos no setor da arte e cultura.

Nos compêndios Escolares, temos de promover uma maior abrangência com o tema da arte e da cultura de modo geral pois  não se dissocia a Cultura da Educação, sob pena de algo estar incompleto; a Arte Brasileira é tratada muito superficialmente nas nossas escolas, e vejo que mesmo a Semana de Arte Moderna de 1922, que foi uma tentativa compulsória de atualizar o Brasil com o que se passava no âmbito artístico em países desenvolvidos, principalmente na Europa, ainda não foi compreendida de forma a contento no sistema didático Nacional;  ainda, o estudante  poderia ser munido de mais informações Culturais a respeito da nossa historia da Arte, e cito como exemplo o MASP, Museu de Arte de São Paulo, que é considerado o mais importante Museu da América Latina, a Bienal de São Paulo e toda sua historia de tentativa de introduzir no nosso meio as vanguardas internacional da Arte moderna e o que se passa também na  Arte contemporânea ( mesmo com toda sua controvérsia) a nível internacional..., o estudante do Brasil não foi ainda introduzido de forma mais concisa neste universo de cultura,  para que ele tenha  uma visão de introdução critica ou mesmo contemplativa destes valores inerentes e pragmáticos na nossa pátria. Uma Nação que não se conhece, não pode sequer se defender de influencias externas que eventualmente possa descaracterizar nossa cultura local. Com esta posição,  não quero aqui  falar que as inevitáveis influencias externas que cada pais possa sofrer são absolutamente negativas, mas munidos de informações e senso critico podemos ter maiores condições de filtrar o que vem  de fora.

Arte é uma linguagem poderosa, e seus signos e símbolos antecedem a Escrita. Ela estava conosco lá na caverna,  como nossos  primeiros sinais gráficos nos primórdios da nossa civilização; os rabiscos e desenhos   rupestres  são poderosos  testemunho da inteligência humana a  relacionar a questão da informação e por conseguinte à educação humana.
 Em meu entender a Arte, como a Religião tem o poder de alimentar uma fome inerente a vida: A fome espiritual. Alimentar a matéria é imprescindível, mas, o espirito também necessita ser alimentado... Arte tem o poder de restaurar nossos sonhos, retificar supostos elos perdidos em nossos desejos de superar a misera condições de materialidade e da tangencial condição limitada da matéria. Assim, ela tem a capacidade de restaurar a dignidade, a esperança e a cidadania de um ser  Humano.

Nonatto Coelho
(Presidente da AGAV- Associação Goiana de Artes Visuais)

 

domingo, 3 de janeiro de 2016

NONATTO COELHO - Artista Plástico

 NONATTO COELHO - ARTISTA PLÁSTICO
              
Nonatto Coelho de Oliveira, nasceu em Montalvânia – MG, no dia 23 de setembro de 1963. Irmão gêmeo de Neiva Coelho, figura entre os cinco filhos de Antônio Pereira de Oliveira e Maria Célia de Oliveira, que, em 17 de setembro de 1966, deixaram Minas Gerais seguindo para Goiás.  Em 1980, a família transfere-se para a cidade de Inhumas, onde Nonatto Coelho conhece o artista Dipaiva, cujas pinturas expressionistas lhe fascinaram. O ano de 1981 foi um marco para o jovem Nonatto, que conheceu os trabalhos de Siron Franco, Omar Souto e  DJ Oliveira. As Obras desses ícones das artes plásticas incidiram num deslindamento à percepção do jovem artista, revelando-lhe outros elementos. No entanto, o que determinou sua dialética pictórica, de maneira impactante, foi a sua participação, nesse mesmo ano, em uma palestra artística ministrada por um crítico de arte de São Paulo, no Instituto de Arte da Universidade Federal de Goiás. Nesse evento, Nonatto Coelho se estarreceu com a sofisticação e o cientificismo do trabalho genial do Holandês  M. C. Escher, o qual perfazia verdadeiras armadilhas para os olhos do espectador. Isso fez com que ele, a partir de então, direcionasse sua poiese. 
              Em 1982, aos 19 anos, Nonatto Coelho estreia no circuito da arte brasileira, tendo seu trabalho selecionado  para o mais importante evento de arte da época, o V Salão Nacional de Arte, promovido pela FUNARTE no Rio de Janeiro. Participaram desse Salão grandes artistas plásticos, como Gomes de Souza e Carlos Sena, representando Goiânia; Adir Sodré, Gervane de Paula, Nilson Pimenta e Alcides, por Cuiabá; Terezinha Neder por Campo Grande e Nelson Maravalhas por Brasília. Também presentes os saudosos Cleber Gouveia e Neusa Morais.

                
Daí em diante, Prêmios e exposições foram uma constante na vida de Nonatto, o que influenciou a formação de um fecundo grupo de jovens artistas na cidade de Inhumas, que, apoiados pela prefeitura local, mantiveram  um ateliê por vários anos.
              Em 1985, esse grupo, formado por Dipaiva, Luiz Mauro, Dijodio e Nonatto, participou do Salão Nacional da Cidade de Santos (SP) ficando com os quatros principais prêmios da mostra, sendo apelidados de “Grupo Goiás”, por Armando Sendin, artista que fez parte do júri, juntamente com Olnei  Kruse, crítico de Arte do Jornal da Tarde - SP , Ana Maria Schetto da tribuna de Santos, Roberto Peres do Jornal da Cidade de Santos e Mirka  Providello, presidente do júri .
              Assim, os jurados escreveram no catálogo do Salão: "Constatamos a existência de um excelente grupo de artistas jovens, pertencentes ao Estado de Goiás, que trabalham de maneira lúcida e brilhante em relação à atualidade! Eles não exibem influência recíproca. Para quem  procura uma arte brasileira voltada para nossa realidade nacional, este salão fornece ótimos exemplos, sobretudo no chamado “Grupo Goiás”.

              
Em junho de 1986, na Galeria São Paulo em exposição de Siron Franco, Nonatto conhece Alex Vallaury um reconhecido artista de origem etíope que foi o introdutor da Arte do Graffite em nosso país, Como Nonatto já conhecia seus trabalhos ( graffites urbanos e a “graffitagem” apresentada na Bienal Paulista de 1985 intitulada ironicamente “A Rainha do Frango Assado”) quando teve a oportunidade de conversar com Vallaury, falou sobre sua admiração pele arte urbana, e foi por ele, aconselhado a grafitar em sua cidade de Inhumas .
             
 Assim, de volta a Inhumas, reuniu o supracitado “Grupo Goiás”, e recortando acetatos de Raio X produziram estênceis com desenhos de figuras monocromáticas de ratos, baratas, peões... E saíram pelas noites à “carimbar” com spray  ao muros de sua cidade, e assim introduzindo a arte do Graffite nas artérias da Arte em Goiás. Em 1988 ao lado de Edney Antunes funda o grupo de Graffiti “Pincel Atômico”, juntos grafitaram em Goiânia, Uberaba e São Paulo,  o grupo dissolveu em 1990 quando Nonatto vai para o exterior.

              

No ano de 1990, expõe na Bienal de Goiás, onde os críticos Ligia Canongia , Marcio Doctors, Jacob Klintowitz e o respeitado marchand de arte contemporânea brasileira, o saudoso João Sattamine - proprietário da então galeria Subdistrito; conferem à Nonatto Coelho o prêmio de viagem a Paris, como reconhecimento ao mérito de seu trabalho.
Residindo entre Europa e Oriente Médio  por mais de uma década, realizou exposições na França, Israel, Grécia, Itália e Holanda, retorna ao Brasil e  hoje vive e trabalha em Inhumas,  é o atual Presidente da AGAV- Associação Goiana de Artes Visuais 2015\2016.

(Ivone Silva - Poeta e Escritora)





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DA AGAV - FINAL DE 2015

A AGAV- Associação Goiana de Artes Visuais é formada por um grupo de pessoas apaixonadas, que gostam da vida, e dos bons momentos de congraçamento entre a Arte e suas peripécias sócio\culturais. 
O Jantar de Confraternização no atelier do artista Valdir Ferreira, no dia 11 de dezembro de 2015, foi um acontecimento prazeroso, com parte de nosso efetivo de associados e de muitas outras pessoas amigas da AGAV, que brindaram mais um ano de boas realizações e acontecimentos artísticos em nosso Estado. 
Compareceram autoridades da politica, e notórias pessoas  da literatura, além é claro, de 
proeminentes nomes  das artes visuais da nossa região.
(Nonatto Coelho)












sexta-feira, 20 de novembro de 2015

FINISSAGE DA EXPOSIÇÃO “GOIÂNIA MOSTRA SUA ARTE”

Se o começo desta exposição promovida pela AGAV- Associação Goiana de Artes Visuais, foi bom, aglutinando 99 artistas pertencentes ao Estado de Goiás e marcando a historia da nossa arte local com uma prolifica e diversificada mostra de nossas peripécias artísticas nas terras Anhangueras, em cromáticas manifestações de amor á Goiânia pelos seus 82 anos de existência, o final da exposição no dia 19 de Novembro nas Galerias Frei Confaloni e Sebastião dos Reis da cidade de Goiânia, foi uma ótima confraternização Cultural. A palavra FINISSAGE aqui aparece em oposição a VERNISSAGE, ambas do léxico Frances , e que realizou um bom fim desta grande exposição denominada de GOIÂNIA MOSTRA SUA ARTE, com a projeção de curtas metragens filmados ou dirigidos por alguns proeminentes nomes da sétima arte que atuam nesta rica região do planalto central Brasileiro; assim, patrocinada pelo Presidente da Câmara Municipal de Goiânia, o Vereador Anselmo Pereira, proporcionou um clima de descontração típico de um final de uma boa festa, regado à um bom papo cultural e tendo como pano de fundo filmes e documentários sobre a historia da arte Goiana, para relembrarmos personagens, episódios e também momentos que sedimentam e sedimentaram a historia da Arte Brasileira, imortalizadas na arte cinética local.

Nonatto Coelho
(Presidente da AGAV)